Sobre este episódio
Em mais um episódio do Por Dentro das Residências, Fernando conversa com Amanda Vasconcelos, médica residente do terceiro ano de Medicina de Emergência, em Fortaleza, no Ceará. Amanda conta sua trajetória até a especialidade: ela é do Piauí, mudou-se para o Maranhão para estudar Medicina e terminou a graduação sem conhecer a existência da Medicina de Emergência como especialidade.
Depois da graduação, durante a pandemia, Amanda começou a trabalhar e fez uma pós-graduação em urgência e emergência. Ao longo desse período, percebeu que muitos dos temas que despertavam seu interesse eram justamente temas da emergência. A descoberta da existência da especialidade e, em particular, da residência de Fortaleza, fez com que ela pesquisasse cada vez mais sobre a área até decidir prestar a prova tendo a Medicina de Emergência como sua única opção.
A conversa também passa pela vida fora do hospital. Amanda fala sobre a mudança para Fortaleza, o custo de moradia, as distâncias entre os diferentes campos de estágio e a rotina de rodar por cerca de dez serviços diferentes ao longo da residência. Dependendo do rodízio, o deslocamento pode variar bastante, embora transporte por aplicativo e ônibus sejam alternativas disponíveis.
Na parte dedicada ao acesso ao programa, Amanda explica a existência dos dois grupos vinculados à formação em Fortaleza: IJF e Escola de Saúde Pública do Ceará. Segundo o relato apresentado no episódio, os residentes dos dois grupos seguem o mesmo programa, com os mesmos rodízios, grade curricular e experiências, com diferenças relacionadas principalmente ao pagamento da bolsa e a algumas regras específicas.
O episódio também recupera parte da história da Medicina de Emergência no Ceará. A residência completou 18 anos em 2026, e o estado é apresentado no documento editorial como um dos pioneiros na formação de médicos emergencistas no Brasil, com a atuação do IJF e da Escola de Saúde Pública e com rodízios em instituições de trauma e alta complexidade, como IJF e HGF.



