Sobre o projeto
Na Medicina de Emergência, quase tudo acontece correndo.
Atendimentos, decisões, alarmes, prioridades. Entre um plantão e outro, porém, existem aqueles poucos momentos em que conseguimos parar, tomar um café e conversar.
Foi dessas conversas que nasceu o Café com Emergência, em setembro de 2025.
Começamos com uma ideia simples: criar um espaço para falar sobre Medicina de Emergência para além dos protocolos e das condutas.
Porque ser emergencista também envolve comunicar, trabalhar em equipe, liderar, tomar decisões sob pressão, lidar com incertezas, aprender continuamente e, acima de tudo, cuidar de pessoas.
O que começou como um podcast foi crescendo. Vieram novos convidados, novas conversas, novos formatos e, principalmente, uma comunidade de profissionais interessados em pensar a emergência de diferentes perspectivas.
Hoje, o Café com Emergência é mais do que um podcast.
Acreditamos em uma Medicina de Emergência que seja científica sem deixar de ser humana, rigorosa sem perder a curiosidade e colaborativa sem abrir mão da excelência.
Por isso, buscamos produzir conteúdo baseado em evidências, estimular o pensamento crítico, valorizar diferentes perspectivas e abrir espaço para as discussões que muitas vezes ficam fora dos protocolos — mas fazem parte da prática todos os dias.
Nossa essência
O Café com Emergência existe porque acreditamos que compartilhar conhecimento também é uma forma de cuidar.
E porque acreditamos que uma Medicina de Emergência melhor começa pelas pessoas que a constroem.
As pessoas por trás do Café
Conheça quem faz o Café com Emergência acontecer.
Fernando Cinquetti Possibon
Médico emergencista, educador e cofundador do Café com Emergência.
Porque não basta saber o que fazer. É preciso saber comunicar, colaborar, decidir e cuidar.
Sou médico emergencista, com atuação também em terapia intensiva, e foi trabalhando na emergência que comecei a perceber uma coisa que me incomodava cada vez mais na formação médica.
Passamos anos aprendendo a reconhecer doenças, interpretar exames, escolher medicamentos, intubar, realizar procedimentos e tomar decisões rápidas. E tudo isso é fundamental. Mas, em algum momento, comecei a me perguntar: quanto tempo dedicamos a aprender aquilo que acontece entre uma conduta e outra?
Como comunicar uma notícia difícil?
Como trabalhar verdadeiramente em equipe?
Como liderar quando tudo está acontecendo ao mesmo tempo?
Como lidar com conflitos, incertezas e erros?
Como cuidar de alguém sem esquecer que existe uma pessoa por trás daquele diagnóstico?
Essas perguntas foram ganhando espaço na minha trajetória e despertaram meu interesse por temas como comunicação, fatores humanos, liderança, tomada de decisão, comportamento e educação médica. Também me levaram a aprofundar meus estudos em Neurociência e Comportamento Humano.
Foi desse incômodo, mas também dessa vontade de construir algo diferente, que nasceu o Café com Emergência.
Acredito profundamente no valor da ciência e do conhecimento técnico. Mas acredito também que saber medicina é apenas uma parte do que significa cuidar de alguém.
No Café, quero ajudar a criar um espaço onde possamos falar sobre essas outras dimensões da nossa profissão — sem deixar a ciência de lado, mas ampliando a conversa para tudo aquilo que nos torna médicos, colegas, líderes, professores e, principalmente, pessoas cuidando de pessoas.
Formação e atuação
- Médico assistente da UTI da Emergência do Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (ICHC-FMUSP)
- Médico plantonista — UPA Vila Maria
- Médico plantonista — Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Rômulo Torquato
Médico emergencista, gestor e cofundador do Café com Emergência.
Porque uma boa conversa, assim como um bom café, às vezes é tudo o que precisamos para enxergar uma situação por outro ângulo.
Sou médico emergencista e, desde a residência, a Medicina de Emergência deixou de ser apenas uma especialidade para se tornar uma parte importante de quem eu sou.
Gosto da intensidade, da imprevisibilidade e, principalmente, das pessoas que fazem parte da emergência. É uma especialidade que exige conhecimento, mas também presença, capacidade de trabalhar em equipe, disposição para aprender e, muitas vezes, a tranquilidade necessária para encontrar um caminho quando as respostas não estão prontas.
Talvez por isso eu goste tanto de conversar. E talvez seja justamente por isso que o Café com Emergência tenha feito tanto sentido para mim.
Sou apaixonado por café, por pescaria e pela Medicina de Emergência. Três coisas que, à primeira vista, parecem não ter muita relação, mas que têm algo em comum: todas me ensinaram a valorizar o tempo, a presença e as boas conversas.
No Café com Emergência, participo da criação e condução dos conteúdos, das conversas com convidados e da construção de um projeto que nasceu da nossa vontade de falar sobre a emergência de uma maneira mais ampla — valorizando não apenas o conhecimento técnico, mas também as pessoas que estão por trás dele.
Formação e atuação
- Médico plantonista e preceptor — Hospital Santa Marcelina de Itaquera
- Médico intervencionista — SAMU de São Paulo
- Médico plantonista — UPA Vila Maria
- Coordenador médico do Pronto-Socorro — Hospital Regional de Registro
Elisa Nascimento
Médica emergencista em formação e apresentadora do Café com Emergência.
A exigência da nossa profissão pode, e deve, conviver com a criatividade e com o afeto.
O caos da emergência é onde eu me encontro. Enquanto muitos enxergam apenas adrenalina e pressão, vejo um ambiente em que a assistência técnica precisa caminhar lado a lado com a liderança de equipes, a comunicação e a gestão de conflitos.
Para mim, ser médica emergencista é assumir o compromisso de ser uma influência positiva, capaz de transformar o ambiente ao meu redor, mesmo nos plantões mais difíceis.
A nossa rotina tem particularidades que só quem é mulher na linha de frente compreende. Mais do que discutir protocolos e técnicas, acredito na importância de cultivar espaços de troca genuína, onde possamos falar sobre nossos medos, acolher nossas vulnerabilidades e construir redes de apoio. Afinal, a jornada na Medicina de Emergência é intensa, mas não precisa ser solitária.
Foi com esse propósito que entrei para o Café com Emergência, na segunda temporada. Quero contribuir para trazer a perspectiva das mulheres para o centro das discussões, desmistificar nossa especialidade e abrir espaço para conversas verdadeiras sobre os desafios e as possibilidades da profissão.
Acredito que compartilhar experiências também é uma forma de aprender, fortalecer nossas equipes e transformar a maneira como cuidamos das pessoas.
Formação e atuação
- Médica plantonista — UPA 26 de Agosto