Ep. 47 — Como é fazer Medicina de Emergência no Rio de Janeiro — Hospital Municipal Souza Aguiar (RJ)
Por Dentro das Residências

Ep. 47 — Como é fazer Medicina de Emergência no Rio de Janeiro — Hospital Municipal Souza Aguiar (RJ)

Como é fazer residência de Medicina de Emergência em um dos hospitais mais movimentados do Rio de Janeiro? Fernando e Elisa recebem Ana Carolina Tenório, residente do Hospital Municipal Souza Aguiar, para conversar sobre a rotina da sala vermelha, a grade de estágios, o incentivo financeiro aos residentes e os desafios de construir e consolidar a especialidade no estado.

🏷️ Episódio #47📅 8 de outubro de 2026🎙️ Fernando Cinquetti Possibon, Elisa Nascimento e Ana Carolina Tenório
Formação MédicaMedicina de EmergênciaResidência MédicaRio de JaneiroSouza Aguiar

Sobre este Episódio

Como é fazer residência de Medicina de Emergência em um hospital que recebe pacientes graves de diferentes regiões do Rio de Janeiro? Neste episódio do quadro Por Dentro das Residências, Fernando Cinquetti e Elisa Nascimento recebem Ana Carolina Tenório, residente do segundo ano do Hospital Municipal Souza Aguiar (HMSA), para conhecer a formação de emergencistas em um dos serviços de maior movimento da cidade.

Localizado no Centro do Rio de Janeiro, o Souza Aguiar é uma instituição histórica e referência no atendimento ao trauma. Seu complexo hospitalar reúne diferentes serviços, incluindo o Centro de Emergência Regional (CER) e a maternidade. Com múltiplas especialidades disponíveis e grande volume de pacientes, o hospital oferece uma experiência intensa para os residentes, especialmente na sala vermelha, que concentra atendimentos de trauma, emergências clínicas e pacientes críticos aguardando leitos de terapia intensiva.

Ana Carolina compartilha como conheceu a Medicina de Emergência durante um estágio eletivo no próprio hospital e como o contato com emergencistas experientes influenciou sua escolha profissional. O programa, iniciado em 2022, ainda está em processo de consolidação, com mudanças frequentes na organização dos estágios e participação ativa dos residentes nas discussões sobre melhorias.

A formação começa com três meses consecutivos na sala vermelha, permitindo uma imersão precoce no funcionamento do serviço. Ao longo dos três anos, a grade inclui experiências em cirurgia geral, terapia intensiva adulta e pediátrica, emergência pediátrica, ultrassonografia, anestesiologia, trauma, obstetrícia, psiquiatria, cuidados paliativos e outras áreas. A possibilidade de realizar estágios em instituições parceiras amplia o contato com diferentes perfis de pacientes e modelos assistenciais.

Um dos pontos de destaque é o incentivo financeiro oferecido aos residentes vinculados à Secretaria Municipal de Saúde. Ana Carolina relata uma remuneração líquida aproximada de R$ 11.350 mensais, considerando a bolsa e o complemento vigente à época da gravação. A conversa discute como melhores condições financeiras podem reduzir a necessidade de plantões externos e favorecer o descanso, o aprendizado e a segurança assistencial.

O episódio também aborda os desafios da formação. Embora a prática seja intensa, Ana Carolina reconhece a necessidade de fortalecer a estrutura das atividades teóricas e ampliar as oportunidades de atendimento pré-hospitalar, ainda limitadas no programa. A abertura dos supervisores para receber sugestões e adaptar a grade aparece como um aspecto positivo dessa construção coletiva.

Por fim, a conversa explora o mercado de trabalho para emergencistas no Rio de Janeiro, ainda em desenvolvimento, mas com oportunidades crescentes em instituições que reconhecem a importância da especialidade.

Mais do que apresentar uma residência, o episódio mostra como a formação de novos especialistas também participa da transformação dos serviços de emergência — um processo construído gradualmente, por profissionais comprometidos com a qualidade do cuidado e com o futuro da especialidade.

O que levar desse episódio

A gente tem muita abertura com os nossos chefes, com os nossos staffs, para discutir isso e pensar num local melhor para a gente rodar.

Para você ser emergencista, você tem que ser organizado. Você precisa organizar a sala, organizar o pensamento, os problemas do paciente.

Não é pelas mirabolices, é pelo feijão com arroz bem feito.

Informações sobre o Programa de Residência

Instituição / Programa
Hospital Municipal Souza Aguiar (HMSA)
Instagram oficial
@medemergencia.hmsa
Duração
3 anos
Carga horária
60 h/semana
Processo seletivo
ENARE
Número de vagas
5
Localização / Cidade
Rio de Janeiro - RJ

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